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Watchmen – Análise do filme

O Ramón do Farrazine traduziu em palavras, muito bem escritas por sinal, o que senti ao ver o filme. Visualmente o filme é muito parecido com a HQ, parece mesmo uma “fotografia” da obra do Moore, mas um filme baseado numa obra como essa não pode ser parecida só na “capa”, tem que ter a mesma essência em recheio.

Quando saí do cinema, a primeira coisa que fiz foi procurar uma livraria lá mesmo no shopping (que obviamente continha logo na entrada a obra em destaque), apenas queria ver a “cena do machado”, pois me parecia destoar um pouco do que sabia sobre o personagem e não lembrava mesmo de ter visto isso antes, e minha percepção estava correta, não existia essa cena.

Outro detalhe que me chamou muito a atenção foi o vilão da história, que vilãozinho pouco desenvolvido,  mesmo não tendo lido a obra completa (me perdoem a falha, só li uma parte, mas conhecia a história inteira de tanto ler sobre)  sabia  que nada tinha a ver com o Veidt do Moore.

Alguns dirão “É uma adaptação, não precisa ser igual a HQ”.  Esses talvez sejam grandes fãs /críticos de cinema, mas com certeza devem ser leitores casuais de quadrinhos.

Mas, enfim, valeu pela diversão de quase três horas (adoro filmes longos!)… apesar do gosto de “falta alguma coisa”, vale a pena assistir.

Leiam abaixo o texto do Rámon:

Visionário

Clássicos, pipoca e rock and roll….

É engraçado como um cara que se dedica a fazer copy/paste pode ser chamado de “visionário” nos dias de hoje. É eu tô falando do Zack Snyder…

Desde que estreou seu último filme “Watchmen” tenho visto uma infinidade de críticas e comentários em quase todos os meios de comunicação dizendo que ele conseguiu fazer uma obra aceitável. Que honra a obra original.

Pelo que eu vi do filme, achei que realmente é uma obra que honra, sim; mas somente a parte que toca a Dave Gibbons. E isso digo, com relação aos desenhos só e nada mais, porque até a arte sequencial da graphic novel foi idealizada por Moore.

É verdade que o filme tem coisas aceitavéis, algumas até boas, mas devemos lembrar que nada ali saiu da cabeça de Snyder. De fato, quando ele tenta colocar algo de sua colheita no filme o único que consegue é fazer #@%&$. Exemplifico.:

* A cena onde Rorschach mata o assassino da menina a machadadas não existe na HQ. Na obra de Moore, a violência de Kovacs é apenas sugerida ao leitor, e Rorschach não usa nenhuma arma.

Muitas vezes o que não se vê é ainda mais pavoroso do que vemos diante dos olhos…

* As CG´s onde aparecem o Dr. Manhattan, são muito mal feitas. Na verdade quase todos os efeitos especiais são muito artificiais! No caso de Jon, algumas vezes, chega a desentoar do filme a presença do personagem. Acho que se pintassem um carinha de azul ficava mais bacana. Olha só como tenho razão.:

Hehehe…

* Outra cagada do “visionário” foi com a famosa frase de Kovacs.:

“Não sou eu que estou preso aqui com vocês. São vocês que estão presos aqui comigo!”

Arrancou gargalhadas da platéia do cinema como se Eddie Murphy houvesse dito ela em alguma cena de “Um tira da pesada”. Juro que é verdade isso… A frase perdeu totalmente o poder que tinha na HQ.:

Moore põe o leitor para raciocinar como o psicólogo de Rorschach. É quando percebemos o quanto a personalidade de Kovacs é envolvente e pertubadora. E isso acaba fazendo quem está ao seu redor se involucrar no seu mundo e na sua maneira de enxergar as coisas. Com Moore o leitor chegava a pensar tal qual estivesse dentro da história. No cinema o público somente riu. Humpf, como diria Rorschach…

* Esse sorriso foi escroto e demoníaco.:

E a cena que sucede está repleta de tudo que WATCHMEN não é. Clichê e pop!

Das, muitas, coisas importantes que havia na HQ e não estão no cine queria ressaltar os FRACTAIS. O único que vemos ao largo do longa-metragem é o bottom do Comediante com o formato da sangue caindo. Tirando esse não há mais nenhum. E não pensem que isso é um comentário de um fã xiíta da HQ. Não é.

Explicando melhor; os fractais são formas que se repetem exatamente iguais uma e outra vez, como as capas das cebolas, ou os desenhos nas folhas de uma samambaia. Na graphic novel está presente um tipo de fractal chamado “auto-semelhença”. No “Conto do cargueiro fantasma” por exemplo, vemos como um homem, desesperado por salvar sua familia, mata sem piedade aos habitantes da cidade, confundido-os com assassinos. No fim das contas, a estória trata da clássica pergunta.:

“Os fins justificam os meios?”

E esse fractal da estória fica ainda mais evidente quando Ozymandias diz ao Dr. Manhattan no capítulo XII, página 27 da HQ.:

– Jon, eu sei que as pessoas me acham insensível, mas eu sinto cada morte. Todas as noites… sonho que estou nadando em direção a um… esqueça, isso não é significante…?

Com Snyder, Adrian Veidt, não passa de um menino mimado com ares de prepotência, e por isso, diferentemente do que venho lido sobre a actuação de Matthew Goode no filme, acho que o cara até que fez bem o papel do personagem. Quem realmente estragou a interpretação foi Snyder baixando o nível do personagem a um mero “vilão de opereta“.

Na obra de Moore, Veidt é arrogante, mas simpatiza com o leitor. Apesar da sua macabra idéia de como mudar o mundo, o personagem não é odiado em nenhum momento da HQ. Moore conduz o leitor a pensar segundo a lógica do personagem, e nós entendemos bem a mensagem.

Outra das cenas de Veidt que eu gosto bastante na HQ mas no filme foi gentilmente banida é essa.:

Essa precede uma conversação entre Veidt e Rorschac sobre o suposto assassino de heróis. Enquanto conversam Kovacs vai brincando com os bonequinhos articulados de Veidt, até deixar estas três figuras encima de sua mesa. Podemos ver uma de Ozymandias em posição heróica pomposa, a segunda mais comedida, meticulosa e inteligente e a útima totalmente retorcida e sem sentido…

Faz pensar…

Resumindo, o filme é superficial. As pessoas que não leram a HQ não entenderam nada e nem tinha nada para entender. A violência mostrada no longa é gratuita em muitos momentos. A cena de sexo entre Silk Spectre e Dan Dreiberg junto com o gritinho do mesmo na morte de Kovacs são cenas históricamente ridículas no cinema. Não é um filme para se ver duas vezes, para isso é melhor ler a HQ.

Isso sim, o diretor acertou em cheio com Bob Dylan e a apresentação do filme. Também com Hendrix quando Dan e Kovacs vão detrás de Ozymandias na Antártida. Só que Watchmen não é um videoclip…

Reconheço, Snyder podia ter feito pior. Mas Watchmen merecia muito mais do que foi feito. E o público leigo também.

Links interessantes sobre a HQ.:

* Sobre a teoria dos fractais em Watchmen aqui

* Mais sobre Watchmen, com detalhes curiosos e bacanas aqui

* Watchmen e a teoria do caos, aqui

Por Ramón Delton – rdelton

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7 Responses to “Watchmen – Análise do filme”

  • Calebe:

    Foi a pior crítica do filme que já li, com todo respeito.
    O filme é excelente, e o Snyder se tornou um de meus diretores favoritos!
    Filmaço, filmaço, filmaço!
    Assisti no cinema e NÃO ME ARREPENDO!!!!!!

  • ricardo:

    Filme muito bom, usou varios detalhes dos gibis no filme, sensacional este filme, assisti varias vezes e continuo assistindo… obra de arte!!!

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  • Johann07:

    mas a hq ainda eh melhor…

  • Johann07:

    uma coisa q eu achei estranha nesta critica foi a parte do jon, tudo bem que os efeitos não são grande coisa, mas pensa comigo q ator no mundo teria coragem de aparecer nu em quase todas as cenas do filme(só sendo ator porno mesmo rsrsrsrs).

    sem falar q onde achariam um ator com o corpo do personagem musculoso e que fosse bom ator pq convenhamos nenhum ator bombadão eh bom ator (arnold schwarzenegger q o diga). o corpo do personagem nem de longe é parecido com o do ator nos bastidores do filme o ator usava uma malha apertada cheia de sensores pra captar os movimentos e o ator era até meio gordinho

  • homem de neanderthal:

    Eu vi o filme é gostei. Mas compreendo perfeitamente que a obra em quadrinhos deve ser bem mais detalhada (ainda não tive a oportunidade de ler). O que é duro de aguentar são os comentários dos puristas que querem uma transcrição 100% fiel dos quadrinhos, toda vez que é anunciada alguma versão cinematográfica de algum super herói.

    Tudo bem que o diretor poderia ter sido mais detalhista (a cena dos bonequinhos poderia estar lá, sem prejudicar a sequência). Mas claro que algumas adaptações devem ser feitas, porque estamos falando de cinema, que movimenta milhões, e precisa ser acessível o suficiente para dar lucro. No fim, é tudo apenas uma questão de cifra$.

    O que adiantaria fazer um filme “cabeça”, onde o público médio (burro, como eu) não conseguisse entender chongas? Acho que gera até um efeito desejável: eu não tinha nem ideia do que era Watchmen, até ver o filme. Hoje, sinto curiosidade de ler os quadrinhos, e isso vai aumentar o acesso a essa obra.

    Ou a divulgação também não é desejável? 😛

  • Realmente, muito melhor ler a HQ… Achei o filme cansativo, eu pensei que ele tinha acabado umas 3x… Uma delas eu já ia até levantando pra sair do cinema… Em resumo: vale ver no dvd para ter uma noção, mas ir ao cinema para assistir, na minha opinião, não vale…

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